quarta-feira, 10 de agosto de 2011











"Era um amor muito lindo, se ainda é eu não sei. Ele via nela o que não via em si mesmo, via uma pessoa meiga, uma pessoa amorosa, que fazia de tudo para vê-lo feliz. Via também que ela ficava triste quando ele não dizia que à amava, via que ela chorava por qualquer coisa, coisas de quem ama sabe? Via que ela ficava brava quando ele atendia um telefonema de uma amiga e entre outras coisas a que ele mais achava bonita era quando ela ficava com ciúmes, ela começava à colocar defeitos nele e no final pedia desculpas e dizia que era medo de perdê-lo. Mas nesse amor não era só ele que via coisas nela não, ela também via várias coisas nele. Via que ele era muito carinhoso com ela, era muito cavalheiro, daqueles que abrem à porta do carro para à mulher descer, daqueles que mandam entregar flores em casa, daquele que para em algum lugar e compra uma caixa de bombons do que à mulher mais gosta, entre outras coisas. Ela via também que ele morria de ciúmes quando ela conversava com algum amigo dele ou até dela mesmo, ele mudava o olhar na hora, e ela já percebia. Mas dentre todas essas coisas tinha a que ela mais gostava que era quando ele cozinhava pra ela, estranho não? Pois é, era a coisa que ela mais gostava era da comida dele, para ela a comida dele não tinha igual, e no dia em que ele cozinhava para ela era o dia todo só de alegria, nada que acontecesse poderia deixá-la triste. Mas como tudo tem seu lado ruim eles começaram à brigar dirrepente e se separaram. Continuam 'meios amigos', um lá e outro cá, mas todos que estão ao redor acreditam que o amor deles aindam prevaleça, entretando é sempre à mesma coisa: nenhum quer dar o braço à torçer." (Antônio Andrade)

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